18.10.13

O dia em que encontrei com Deus em um show do Black Sabbath

Não sou muito de re-publicar postagens de outros Blogs, mas essa eu preciso repostar, espero que gostem é do Blog "Na Mira do Regis" no Yahoo.


E aí, Deus? Beleza! Tudo em cima...
Muito legal ter Te encontrado no show do Black Sabbath na sexta passada aqui em São Paulo. Confesso que fiquei um pouco surpreso em Vê-lo ali, pois sempre achei que Você tinha coisas mais importantes a fazer pelo mundo do que estar em um mero show. Ainda mais sendo uma apresentação de um grupo que muita gente retardada chama de “demoníaco”, essas baboseiras todas. Mas foi bacana Te ver por lá.
É claro que também fiquei um pouco confuso ao vê-Lo disfarçado de tantas pessoas e coisas diferentes. Depois até que me acostumei, mas no começo foi duro para mim acompanhar cada um de seus disfarces: o fã ansioso pelo show, o pai orgulhoso acompanhado do filho adolescente, a menina de cabelos vermelhos com a camiseta do Megadeth, o vendedor de cerveja que parou alguns minutos para assistir ao show e como qualquer integrante de uma das inúmeras caravanas vindas de todas as cidades do País. Ficou ainda difícil de reconhecê-Lo quando Você assumiu a forma de objetos aparentemente inanimados, como guitarras, baixos, baterias e microfones. Até mesmo linda noite que Você propiciou, na esplendorosa iluminação e nos painéis de imagens em alta definição de palco eu consegui Te ver. Foi difícil Te enxergar, mas eu sei que você estava lá...
Tá certo que achei que Você deu uma mancada na hora de ajustar o som da banda de abertura, que foi justamente o Megadeth, que sempre precisa de uma boa ‘equalizada’ para mostrar as nuances de sua fórmula sonora, cheia de solos e riffs complicados, e, principalmente, para tornar a voz do Dave Mustaine mais audível, já que ele insiste em cantar como um Pato Donald raivoso. O som estava muito embolado no começo da apresentação e não melhorou muito ao longo do curto show que os caras fizeram. Porra, Deus! Tinha hora que a apresentação parecia workshop de bumbo de bateria, pois era isto que soava mais nítido ali.
Ainda bem que a banda escolheu canções certeiras para o curto set list – “Hangar 18”, “Sweating Bullets”, “Symphony of Destruction” e até mesmo a nova “Kingmaker”. Mesmo assim, ouvi e li muitas reclamações das pessoas que ficaram na pista mais afastada do palco que o som estava muito, mas muito baixo, inclusive no show do Black Sabbath. Pô, marcar show em local aberto em que venta muito é sacanagem, né? Ok, foi apenas uma reclamação, mas eu tenho que fazê-lo, já que tenho uma “má fama” a zelar... Ah, e por falar nisto, trate de punir exemplarmente os “bandidos” que invadiram a área dos deficientes físicos, que tiveram que ser resgatados pelos bombeiros presentes, já que não havia um único segurança no local. Muita gente me procurou ao final do show para reclamar deste ato calhorda e covarde de inúmeros cretinos. Pau nesta turma, Deus!
E então veio o Sabbath...
Mais do que nunca, tive a certeza de que o grupo realmente criou aquilo que até hoje chamamos de “heavy metal”. E criou porque VOCÊ quis, é claro. Não dá para descrever em palavras a sensação de ver Ozzy Osbourne, Tony Iommi e Geezer Butler juntos, lado a lado, secundados pelo extraordinário baterista Tommy Clufetos (ex-Ted Nugent, ex-Rob Zombie, ex-Alice Cooper). Quando as sirenes anunciam a primeira canção do show, “War Pigs”, o meu cérebro começou a escorrer pelas orelhas. Do meu lado, vi gente em estado quase catatônico, sem acreditar naquilo que estava vendo e ouvindo. Creio que as quase 80 mil pessoas não conseguiriam deixar de pular nem que fossem todas sedadas com calmante para búfalos...
Foi uma cacetada atrás da outra – “Into the Void”, "Snowblind”, “Under the Sun”, “Fairies Wear Boots”, a dobradinha “Behind the Wall of Sleep/N.I.B.” – com Butler extraindo sons inacreditáveis de seu baixo -, “Iron Man”, a subestimada “Dirty Women”, “Children of the Grave”… As músicas do mais recente disco, 13 – “Age of Reason”, “End of the Beginning” e “God is Dead” -, soaram muito bem ao vivo, o que prova o quanto este álbum vai sobreviver à prova do tempo.
Vi que Você também esteve presente na “pegadinha do Mallandro” que a banda pregou no público ao ameaçar tocar “Sabbath Bloody Sabbath”, mas emendar na antológica “Paranoid”. Sempre soube que Você é dono de bem vindo bom humor. Meio esquisito, às vezes, mas ainda assim engraçado, a ponto de ter transformado um troço quase sempre muito chato – solo de bateria – em algo absolutamente empolgante. É, o Clufetos mandou bem no meio da “Rat Salad”... Até mesmo o Ozzy estava cantando melhor do que vem fazendo. Tudo bem, ele desafina bastante em algumas canções, mas... Quem liga para isto em um show como este?
Quando veio a inacreditável “Black Sabbath”, não pude deixar de lembrar o quanto fiquei assustado quando a ouvi pela primeira vez, aos dez anos de idade, na vitrolinha que ficava no meu quarto, a ponto de ter passado uma semana inteira dormindo com a luz acesa, morrendo de medo do barulho da chuva, dos trovões, do sino ao longe e DAQUELE riff de guitarra do Iommi. Ver este cara em cima de um palco, tocando absurdamente bem e sorrindo – pelo astral do show e pelas caretas e dancinhas ridículas que o Ozzy fazia olhando diretamente para ele – mesmo estando no meio de um tratamento de quimioterapia por conta de um linfoma é uma lição de vida para popstars cheio de “mimimis” e frescuras.
Não vou mais tomar o Seu tempo. Posso só dar um toque para alguns de seus “discípulos”? Alô, católicos e evangélicos ‘botocudos’! Como chamar os caras do Black Sabbath de “demoníacos” se a todo instante o divertidamente lesado Ozzy manda um “Deus abençoe vocês todos”? Vocês já leram e interpretaram corretamente as letras das canções do grupo? Que raios de “enviados de Satã” seriam eles? Vamos parar com este papo uma vez por todas, né? Isto já encheu o saco... Desculpe pelo desabafo, Deus, mas esta turma que Você arregimentou é muito burra...
Enfim, foi muito legal perceber que Você esteve ali o tempo todo. Apareça mais vezes! Se estiver no pique, avise antes e eu armo um “pós-show” bacana em algum bar com uma turma de amigos, para bebermos algumas cervejas e darmos algumas gargalhadas com as Suas histórias. Você deve ter muitas, né? Liga aí. Você tem meu telefone...
Abração!
Postado por Leo Dutra às 15:56 0 comentários
18.10.13

O dia em que encontrei com Deus em um show do Black Sabbath

Não sou muito de re-publicar postagens de outros Blogs, mas essa eu preciso repostar, espero que gostem é do Blog " Na Mira do Regis ...
Postado por Leo Dutra às 15:56 0 comentários
26.9.13

Jobs

Fonte: Uol

E ai pessoas, tudo bem?

Acabei de ver o filme Jobs, e decidi fazer essa resenha para te estimular ou não a ver o filme (hehehe).

O filme começa mostrando Jobs saindo da faculdade e tendo a visão do que era pra ele fazer, a visão não foi tão natural, mas vocês verão, e aconselho a não repetir aquilo em casa ou em qualquer outro lugar. Ele é um pouco diferente do filme "Piradas do Vale do Silício" que conta a história de Jobs e Bill Gates e sua ascensão aos mitos que se tornaram.
Jobs mostra o que seria os bastidores de suas maiores criações o Apple I, Lisa e o que até hoje faz sucesso o Macintosh, eu lembro até hoje meu pai me contando como era trabalhar num "Mac" ele fala que nunca usou um computador melhor do que o Mac.
O filme mostra como a obsessão de Steve Jobs pelo perfeito, o fez tomar decisões certas e algumas erradas, meio parecido com a nossa vida mas sem os milhões que ele ganhou com isso (kkk).

E a atuação do Ashton Kutcher? melhor do que eu imaginava, ele ficou idêntico ao Steve, ele tentou manter a mesma dieta que Steve fazia e foi parar no hospital dias antes de começarem a rodar o filme, uma das melhores atuações dele na minha opinião.

Muitos dizem que o padrão mostrado no filme de como o Steve seria não condiz com a realidade de como era, mas pra mim o tornou ainda mais mítico do que já é, sou fã da Apple desde criança por influencia do meu pai, e Jobs me fez gostar ainda mais, principalmente pois ele retrata situações do cotidiano da empresa que poderia acontecer em qualquer empresa de sucesso, é um ótimo filme pra assistir com a família, acredito que vão gostar e ficarão com um gostinho de quero mais.

"Isto é para os loucos, os desajustados, os rebeldes, os criadores de caso, o que são peças redondas nos buracos quadrados, o que veem as coisas de forma diferente. Eles não gostam de regras, e eles não tem nenhum respeito pelo status quo. Você pode citá-los, discordar deles, glorificá-los ou difama-los, mas a única coisa que você não pode fazer é ignora-los. Porque eles mudam as coisas, eles empurram a raça humana para frente, enquanto alguns os veem como loucos, nós vemos gênios. Porque as pessoas que são loucas o suficiente para achar que podem mudar o mundo são as que, de fato, mudam."
Steve Jobs



Postado por Leo Dutra às 14:09 0 comentários
26.9.13

Jobs

Fonte: Uol E ai pessoas, tudo bem? Acabei de ver o filme Jobs, e decidi fazer essa resenha para te estimular ou não a ver o filme (he...
Postado por Leo Dutra às 14:09 0 comentários
10.7.13

Sound City - Documentário


E ai pessoas, tudo bem?

Eu tava a toa esses dias, só pra variar, e ai vi na MTV um comentário sobre o filme Sound City e fui assistir, um dos melhores documentários sobre que já assisti.

Só pra contextualizar, Sound City foi um estúdio de gravação lendário, que gravou grandes álbuns da música mundial de maneira extremamente peculiar e complexa, ficando aberto até 2011, quando encerrou suas atividades, foi um estúdio que se manteve firme na sua maneira analógica de gravação, ou seja, um som limpo sem muitos retoques.

É um documentário pra quem gosta de música, pros músicos, pros não músicos e, pra todos aqueles que gostam de histórias sobre itens lendários e que geraram um denominador comum de músicos a fans.

O Documentário conta a história de algo que todo músico que gravou lá achava incrível e ao mesmo tempo perturbador, a mesa de som "Neve 8078", igual a aquela só existia 4 no mundo, feita a mão, logo quando você tem algo feito a mão, nunca é igual a outro que o fabricante pudesse fabricar, só pra adiantar essa mesa ainda funciona e funciona muito bem.



Dave Grohl do Foo Fighters dirige esse documentário, ele gravou nessa mesa o cd Nevermind do Nirvana, não sei se vocês já ouviram esse cd, mas ele é um dos melhores de todos os tempos, logo o Dave quando soube do fechamento do estúdio resolveu gravar e dirigir esse documentário. Por isso que eu digo, você já ouviu um disco gravado na "Neve".

Só pra resumir, vocês verão a história de glórias e fracassos do estúdio, a maneira como sobreviveu a invasão dos sistemas informatizados de gravação até o seu fim em 2011, em entrevistas com funcionários e artistas que trabalharam no estúdio. Dentre os artistas que gravaram lá estão "Metálica, Santana, Neil Young, Elton John, Red Hot Chili Peppers, Guns and Roses, Johnny Cash, Kings of Leon, Rage against the machine, Artic Monkeys e muitos outros.



"Dois músicos não são iguais, mesmo que toquem a mesma música"

"Quando encontra alguém e vocês se entendem, você tem que agarrar a isso"

"Na Era da tecnologia onde podemos simular ou manipular tudo, como vamos manter o elemento humano? Como a música ainda vai soar humana?"


Aaaaaaah, antes de você ir assistir ao documentário, o estúdio não acabou exatamente, vocês verão o que aconteceu com ele.

Postado por Leo Dutra às 15:22 0 comentários
10.7.13

Sound City - Documentário

E ai pessoas, tudo bem? Eu tava a toa esses dias, só pra variar, e ai vi na MTV um comentário sobre o filme Sound City e fui assistir, um...
Postado por Leo Dutra às 15:22 0 comentários
24.6.13

Bastille




E ai pessoal, tudo bem?

A banda que separei essa semana foi uma dica da Sami, e calha bem com o que estamos vivendo hoje no país, com o clima de revolução no ar.

Eu tenho estudado sobre revoluções, pra entender um pouco essa no qual, o país está passando e que renderá um post em breve aqui no São Lewis, então... Eu estava estudando a Revolução Francesa quando a Sami me passou o link pra ouvi-los (Co-incidências da nossa amizade que acontece com frequência hehehe), então durante a Revolta no ano de 1789, teve um dos fatos mais importantes e marcantes, a invasão e demolição da prisão/forte Bastilha que, dá o nome dessa nossa banda de hoje.

Mas que diacho alguém daria esse nome a uma banda?
O Vocalista Dan Smith nasceu no dia 14 de Julho dia em que é um feriado chamado "Dia da Bastilha", ele começou a banda como um trabalho solo, mas depois decidiram formar um grupo.

Bastille é uma banda de Rock Alternativo formada em 2010 em Londres, e é composta por 4 membros, Dan Smith, Chris Wood, Will Farquarson e Kyle Simmons, depois de 4 EP's lançados em 2012, nesse ano lançaram um álbum completo o Bad Blood.



Sem mais delongas deixo aqui abaixo um copilado com algumas das músicas do novo álbum.


Postado por Leo Dutra às 15:06 0 comentários
24.6.13

Bastille

E ai pessoal, tudo bem? A banda que separei essa semana foi uma dica da Sami, e calha bem com o que estamos vivendo hoje no país, com o...
Postado por Leo Dutra às 15:06 0 comentários
4.6.13

The Royal Royal

Fonte: Facebook


Demorei, mas voltei \o/

E voltei com mais uma banda nova pra nos deleitarmos com boa música, dessa vez eu quero deixar pra vocês uma banda de worship/indie folk, traduzindo: uma banda independente que faz músicas de Louvor.

A banda faz uma música maravilhosa, e por incrível que pareça, vocês se espantarão também quando o escutarem e vão ficar impressionados por ela ser composta por dois irmãos "Gabriel e Nathan", somente eles.

Eles são de Ontário, Canadá, e deram início ao Royal Royal em 2011 e lançaram o primeiro LP em outubro de 2012, então é praticamente como um pão francês que saiu do forno a pouco não tão quente, mas nem chega perto de estar frio hehehehe. (cara, pão francês é muito bom ^^)

Como a grande maioria das bandas boas, começaram despretensiosos e de maneira natural, os pais são pastores e além disso são compositores e músicos então eles acabaram também envolvidos com a música de uma maneira que alguns químicos poderiam chamar de "Osmose musical"hehehehe.... e com isso eles acabaram se envolvendo com com a música na igreja e de maneira natural foram compondo e lançaram o primeiro LP.


Essa foi a primeira música que ouvi deles a "Love" nela vocês vão ou não perceber o quanto me impressionei ao saber que só eram 2 pessoas nessa banda, pois a música é muito cheia perceberão que a guitarra preenche o ambiente e junto com a Bateria e os Backs vocais você não sente falta de nada, claro que foi gravada em estúdio então gravam várias linhas de guitarra cada uma fazendo algo e que dá essa sensação, mas acredito que ao vivo também surtirá esse mesmo efeito.



Essa é a Praise Him, (adore-o), o comecinho dela vai parecer um pouco bem de leve quase nada (hehehe), com a música Shine do Newsboys, pois ela tem a mesma mistura de eletrônico com baterias e guitarras, e não é a mesma música do David Crowder, pode ficar tranquilo, não é versão. hehehehe




Bom pessoal, já falei de mais, e as próximas músicas são lindas e acho que vocês vão adorar, então deixarei que vocês possam criar as teorias e encontrar semelhanças ou apenas perceberem como eu percebi, que eles são diferentes de tudo que vemos hoje em dia, tem simplícidade, emoção e muito amor por nosso Senhor sendo demonstrado em cada acorde e estrofe dessa banda/dupla Canadense.






Fontes: Fan Page do Facebook e Gravadora The Paradigm Collective
Postado por Leo Dutra às 21:05 0 comentários
4.6.13

The Royal Royal

Fonte: Facebook Demorei, mas voltei \o/ E voltei com mais uma banda nova pra nos deleitarmos com boa música, dessa vez eu quero de...
Postado por Leo Dutra às 21:05 0 comentários
18.5.13

Pelo Direito de Discordar!

"Apareceu a margarita olê olê olá" seria algo para se cantar nesse momento, mas graças ao bom Deus nossos leitores não são os que gostam de marchinhas de carnaval! hahaha
Sim eu Sami, estou postando aqui no SL! Na verdade, republicando um texto incrível do pastor Ariovaldo Ramos e toda a sua sua sensatez ao expressar essa opinião:



"Fui advertido de que nesse momento, que estamos vivendo na Igreja evangélica brasileira, discordar do Presidente do CDHM, em exercício, é concordar com o movimento GLBTS, e vice versa.

Discordo!

Eu respeito o irmão e oro por ele, mas, discordo da forma como o Deputado está conduzindo o mandato que recebeu de seus eleitores.

Eu respeito os seres humanos que optaram pela homossexualidade, mas, entendo que os direitos que estão a reivindicar já estão contemplados nos direitos da pessoa humana, cobertos por nossa constituição, e que o que passa disso constitui reclamos por privilégios, o que não é passível de ser concedido numa democracia, sob pena de contradize-la.

Eu respeito o direito das uniões homossexuais terem garantida, pelo Estado, a preservação do patrimônio, por eles construídos, quando da separação ou do falecimento de um dos membros da união. Entretanto, discordo que seja possível transformar uma união voluntária de duas pessoas do mesmo sexo, a partir de opção comum e particular, em casamento, pois isso insinua haver um terceiro gênero na humanidade, o que não se explicita na constituição do ser humano. Assim como não entendo que a conjunção da maternidade e da paternidade, necessária para um desenvolvimento funcional do infante humano, seja substituível por mera boa vontade.

Eu respeito e exerço direito de pregar o que se crê, mas discordo do pregador, quando diz que Deus matou John Lennon ou aos Mamonas Assassinas, por terem desacatado o Altíssimo, como se o pecado humano não o fizesse desde sempre. A Trindade matou a todos os que a desacatam, em todo o tempo, no sacrifício do Filho, manifesto por Jesus de Nazaré (1Pe 1.18-20), na Cruz do Calvário, oferecendo a todos o perdão e a ressurreição.

Eu respeito o direito de ter religião e o reivindico sempre, mas, discordo de taxar como agentes do inferno quem não concorda com o que penso, como se Deus, por sua graça, não estivesse, desde sempre, cuidando que a raça humana não sucumbisse à rebeldia inerente à sua natureza, o que explica o triunfo do bem frente a maldade explícita. Por isso discordo do pregador quando afirma que o sucesso de um artista, a quem Deus, por sua graça, cumulou de talentos, como Caetano Veloso, só se explique por ter feito pacto com o diabo. Como se ao adversário de nossas almas interessasse qualquer manifestação do Belo.

Eu respeito e pratico o direito ao livre exame das Escrituras Sagradas, conquistado pela Reforma Protestante, e, por isso, enquanto respeito o direito do teólogo expressar suas conclusões, discordo do teólogo quando suas considerações sobre o significado de profecias do texto que amo e reverencio, não corresponderem ao que entendo ser uma conclusão pautada pelas regras da interpretação bíblica, assim como, no meu parecer, ferirem a uma das maiores revelações desse Livro dos livros: Deus é Pai de todos, está em todos e age por meio de todos (Ef 4.6).

Reconheço a qualquer ser humano o direito de protestar contra o que não concorda, mas, nunca em detrimento do direito do outro, o que inclui o direito ao culto. Uma coisa é discordar do político outra coisa é cercear o direito do religioso, e de quem o convide para participar de um culto da fé que pratica. Uma coisa é denunciar o político por suas posturas, outra, e inadmissível, é atentar contra a integridade física ou emocional dele e dos seus.

Não admito, contudo, como cristão, ser sequestrado no direito de discordar, ou ser tratado como se fosse refém das circunstâncias, sejam elas quais forem. Foi para a liberdade que Cristo nos libertou (Gl 5.1).

Lamento que haja, entre os cristãos, quem trate a nossa fé como se fosse frágil e necessitada de proteção. Nossa fé foi preponderante na construção do Ocidente, e resistiu às mais atrozes perseguições.

Nós sempre propugnamos pela liberdade. Nós impusemos a Carta Magna ao Principe John, na Inglaterra; construímos o Estado Laico na revolução americana, quando, numa nação majoritariamente cristã, todas as confissões religiosas foram tidas como de direito. Nós lutamos entre nós pelo fim da escravidão, seja na guerra da Secessão, seja por meio de Wilberforce, premier Inglês, e de tantos outros movimentos. Nós denunciamos e enfrentamos os que entre nós quiseram fazer uso da nossa fé para legitimar a opressão. Os maiores movimentos libertários nasceram em solo cristão, e mesmo quando renegavam ao que críamos, não havia como não reconhecer a nossa contribuição à emancipação humana.

Nós construímos uma sociedade de direitos, lutamos por e reconhecemos direitos civis, e não podemos abrir mão disso; não podemos abrir mão da civilização que ajudamos a construir e a solidificar, onde mulheres, homens e crianças são protegidos em sua integridade e garantidos em seus direitos. Na democracia que ajudamos a reinventar, onde cada ser humano vale um voto, tudo pode e deve ser discutido segundo as regras da civilidade.

Nossa fé foi construída por gente que foi a toda luta que entendeu justa, pondo em risco a própria vida, e por mártires, por gente que se recusou a matar, por gente que não capitulou diante do assassínio, pois nós cremos que Deus é amor, e que o amor de Deus é mais forte do que a morte (Rm 8.38). E por amor a Deus e ao seu Cristo lutamos pela unidade e pela liberdade da humanidade."


Só confirmando que esse texto foi escrito pelo pastor Ariovaldo Ramos e concordo com cada linha escrita acima! Beijos. Sami
Postado por Sami Ferraz às 16:13 0 comentários
18.5.13

Pelo Direito de Discordar!

"Apareceu a margarita olê olê olá" seria algo para se cantar nesse momento, mas graças ao bom Deus nossos leitores não são os que...
Postado por Sami Ferraz às 16:13 0 comentários
11.5.13

O Problema do Perfeccionismo

Fonte: The Guardian 

Ah, o perfeccionismo, o perfeccionismo consome o nosso corpo e espirito, queremos controlar tudo, seria algo como uma síndrome de Pink e Cérebro sempre temos um plano de dominação em mente, então não conseguimos dormir porque estamos pensando em todos os erros e defeitos que temos e não resolvemos, cara, isso consome demais.
Então você se cobra por saber que Deus é o que tem que controlar tudo, sabe versículos que mostra a direção correta da confiança e entrega a Deus, então você corre, se descontrola e grita:
"DEEEEEUS, POR QUE?"
Andar na luz como ele está na luz é ótimo, mas quando alguém perfeccionista pisa na sombra e escorrega e cai é a pior coisa do mundo, até pensamos "Como foi que alguém se entregou por mim?" e piora mais ainda por que o perfeccionismo gera orgulho, ai lasca tudo de vez.

Quantas vezes já quisemos criar penitência pros nossos erros e acaba piorando ainda mais as coisas...

Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino, inclusive o medo de ser infantil e o desejo de ser adulto. C.S. Lewis.

Talvez Benjamin Button seja um filme que exemplifica bem essa frase, ele ia ficando mais velho e mais novo, sem medos e aprendendo com seus arrependimentos.
Afinal todas as coisas cooperam para o bem, um erro pode ser o motivo que nos fará lembrar que sair do caminho é errado, um espinho na carne talvez.
Mas poderá nos levar a cometer menos erros e praticar mais o arrependimento.

Passo a passo pra nunca mais voltar a errar, oro pra que nossos erros sejam menos frequentes e que nossa profissão de fé seja constante.





Postado por Leo Dutra às 15:33 2 comentários
11.5.13

O Problema do Perfeccionismo

Fonte: The Guardian   Ah, o perfeccionismo, o perfeccionismo consome o nosso corpo e espirito, queremos controlar tudo, seria algo como...
Postado por Leo Dutra às 15:33 2 comentários
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