O mundo não acabou em explosões ou movimento descontrolado das placas tectônicas e, nem em um apocalipse zumbi, e o São Lewis também não acabou, só estávamos em hiato criativo. A única coisa que acabou foi 2012, mas, para 2013, estamos preparando uma nova temporada de muita fotografia, música e bubbles (what?). Espere pra ver... E FELIZ ANO NOVO a todos que nos acompanharam durante 2012!
Hoje quero deixar pra vocês uma dica de música, a banda The Digital Age, ela foi formada no Texas com membros da banda do David Crowder e começou a tocar agora no começo de 2012, é uma banda ótima eles gravaram algumas músicas e entre elas estão duas músicas que o David costuma tocar em seus discos, eu separei duas músicas pra vocês conhecerem a banda.
A primeira música é uma música muito intensa bem cheia, com um instrumento muito peculiar um banjo, quando você escuta a do David e a versão deles da pra perceber quanta diferença faz um banjo tocado bem no estilo country americano.
A segunda que separei é uma versão de uma música do Hinário, Cantor Cristão ou harpa, a que conhecemos como Grandioso és Tu, uma versão incrivelmente linda e totalmente diferente do que estamos acostumados a ouvir nas EBD's (Escola Bíblica Dominical).
Hoje quero falar sobre um cantor de Folk, ritimo esse que tem sido meu preferido nos últimos meses, Shaw McDonald é um cantor com uma história muito difícil, ele foi um usuário de drogas e traficante, mas em um determinado dia de 98 ele decidiu parar e se entregar a Deus, em 2004 lançou seu primeiro álbum, depois disso lançou mais 2 álbuns em 2006 e 2008. A história dele é muito incrível, teve muitos problemas em seu casamento, e seguiu assim por anos, até que em 2010 o casamento dele acabou, como o próprio Shawn disse que os dois cometeram muitos erros que acabou culminando no termino do relacionamento, com o término do casamento as pessoas que andavam com ele resolveram aconselha-lo a parar a música e se dedicar em resolver seus problemas emocionais, e foi isso que ele fez, com apoio de sua gravadora e de seus amigos ele buscou resolver seus problemas, ele passou por um período de tratamento intenso, buscando resolver suas questões sentimentais e nesse período Deus o tratou e o curou.
Deus é incrivelmente maravilhoso, isso que fica como lição, ele tinha tudo pra desanimar totalmente, até mesmo não duvido muito que a sua carne deveria gritar pra que ele voltasse ao que era no passado, mas ele resistiu e o Álbum Closer é possível sentir o que ele passou.
Essa dica de música foi uma indicação da Evana Andrielli que é blogueira, escreve em um blog chamado Infinitamente Mais ela escreve muito, mas muito bem mesmo, da uma passadinha lá ;)
No tempo em que fique fora do blog por causa do TCC das provas e trabalhos da faculdade eu escutei algumas músicas que me fizessem sair um pouco fora da correria, um cara que eu tenho escutado muito hoje é o Jon Foreman, ele é vocalista do Switchfoot que é uma das bandas que escutei durante aquele período.
Hoje quero deixar pra vocês duas músicas do trabalho solo dele que tenho escutado com muita frequência, ou seja, diariamente rsrsrsrs.
A primeira é a Your love is strong do EP Spring, a letra é maravilhosa, o vídeo é legendado então vai dar pra acompanhar a letra, esse vídeo me lembrou um dia em que eu estava indo pra célula (grupo de comunhão da igreja) e encontrei 5 pessoas numa esquina de um supermercado cantando, com violão, violino e sax, até mandei um sms pra Sami na mesma hora, e contei pra uma pessoa de lá da célula sobre eles, e ela perguntou "Ta, mas quantas pessoas estavam lá ouvindo?" eu respondi, "Nenhuma" e ela "Do que adiantou então?" (o idiota aqui não respondeu nada u.u) mas deveria ter dito, uma vida que possa ter escutado mesmo de relance e foi tocada pela música, vale mais que uma multidão, e esse clip me lembrou muito aquele dia.
(Não concordo muito com o clip que foi feito pelo usuário que postou, esta aqui só por que é legendado hehehe)
A segunda é Instead of a Show do EP Summer, essa música merece um post só pra ela, e farei assim que eu conseguir acertar minhas palavras pra não machucar ninguém, ela é extremamente forte, fico receoso de comentar sobre esse assunto, por que é uma questão que tem que avaliar os pontos de vista de maneira mais cuidadosa, mas a música é sobre o estrelismo de certas pessoas da "Gospel-lândia", vejam a letra da música e reflitam :)
Shawn Van Daele é fotografo da Renaissance Studios, criador do 'The Drawing Hope Project' (ProjetoDesenhando Esperança) onde juntou cerca de 20 desenhos criados por crianças com problemas de saúde e inspirado nos desenhos criou fotografias (com alguns efeitos) que deram vida a imaginação das crianças. Todas as fotos estarão em um livro de histórias da vida real para inspirar os outros, dando-lhes esperança de que tudo é possível.
Cada sessão de fotos leva entre uma ou duas horas, mas a pós-produção pode levar até oito anos. Shawn já está planejando o volume 2.
Estava terça-feira, tranquila no meu quarto, quando meu pai chegou na porta e disse "Samira, vem aqui um pouco", chamou de 'Samira' eu já vou pensando o que fiz de errado... Mas ele só me pediu pra sentar na frente do computador e ler esse texto, terminei chorando. Espero que sua compaixão também encha seus olhos de lágrimas!
O guri do adesivo e a menina do fósforo
"O guri entrou no ônibus lotado das seis da tarde. Esgueirando-se pelo meio das gentes que apinhavam o coletivo começou a cantilena. “Um minuto de atenção, por favor. Eu poderia estar roubando, mas estou aqui oferecendo esse adesivo. Minha família precisa comer...” E por aí foi. As pessoas se mexiam incomodadas, como sempre ficam quando aparece alguém pedindo. Alguns viram a cara para a janela, outros baixam o olhar, outros fingem dormir. Há uma indiferença gritante diante do outro, exposto até as vísceras. Eu não consigo. Aquilo me toca.
Aprendi a ler muito cedo, tinha cinco anos. E o fiz a partir dos livros de história que meu pai comprava aos borbotões dos vendedores que batiam na porta de casa. Ele tinha pena dos pobres homens e nós ganhávamos cultura. Dentre os livros que eu lia estava um, com historietas de Hans Christian Andersen. Uma delas, em particular, sempre me emocionou. Era a da vendedora de fósforos. Numa noite de natal uma guriazinha anda pela rua cheia de neve, tentando vender seus fósforos para poder comer e se aquecer. Ninguém compra. Ela então se abriga numa marquise onde observa as famílias comendo, felizes, celebrando o natal. E ela está sozinha, com frio e com fome. A história termina com a menina morrendo de frio, em pleno natal, porque ninguém lhe havia comprado um fósforo. Aquilo é horrível.
Eu lembro que ficava no tapete, lendo, e questionando minha mãe. Ela tinha sempre as respostas. Uma vez, lendo a história, em lágrimas, comentei indignada: “Alguém podia comprar o fósforo. A guriazinha não morreria”. E minha mãe, da pia, bramiu a faca que lavava: “Não deveria era existir criança precisando vender fósforo”. E eu assenti. Era isso.
Depois, cresci, e fui para a vida, para a grande política. Talvez na minha cabeça de menina eu buscasse aquela realidade apregoada pela minha mãe. Viver num mundo em que todos pudessem ter dignidade. Mas, as coisas não são simples assim. Então, com Rosa de Luxemburgo, aprendi que, às vezes, temos de caminhar fazendo reforma e revolução, ao mesmo tempo. Por isso, faço sempre o que minha mãe falou: luto para que todos tenham direito à vida boa e bonita. Mas, enquanto isso não acontece de verdade, eu “compro o fósforo”.
E é o que faço quando vejo esses guris nos ônibus, pedindo, ou vendendo seus adesivos feinhos. Não lhes viro a cara, nem finjo que não existem. Gosto de olhar para eles, ouvir, atenta, toda aquela cantilena, sorrir e estender o que posso dar. Não é musculação de consciência, porque isso não aplaca minha ira. Sei que não muda nada no complexo sistema capitalista que tira das maiorias a possibilidade de viver com dignidade. Mas, nesses momentos, é como se eu ainda fosse aquela guria franzina, deitada no tapete da velha casa em São Borja, vendo a menininha dos fósforos. Eu nunca poderia deixá-la morrer. Se algum cristão, um único, lhe tivesse comprado o fósforo, ela poderia ter seguido seu caminho, virado mulher, transformado o mundo e feito, quem sabe, uma revolução. Era só um fósforo, uma coisa de nada.
Por isso sigo assim, repartindo o que tenho, compartindo com alegria, sem medo de parecer burra ou piegas. E quando isso acontece é como se eu voltasse àquele universo cinzento das tristes histórias de Andersen e o colorisse. É como se eu estivesse ali, na marquise, comprando o fósforo, e dizendo: “se aquece, e vem. Temos um mundo inteiro a construir”. E a gente saísse dali, saltitando, no rumo da revolução. Eu e a menina do fósforo, incendiando o mundo. Ah... como eu gosto de ter esperanças!"
Oi gente linda, tudo bem? Estamos tentando voltar, aos poucos, então paciência com a gente, tá? :D
Tá, eu sei que o título está grotesco, mas foi a primeira coisa que me veio a cabeça pra ser título do post de hoje, sem contar que eu to rindo até agora de tamanha tosquice, mas tem a ver né, fala ae!
Enfim... De toda a criação, o que mais me fascina, depois da raça humana, é o oceano. Lindo e imponente, me desperta a curiosidade. Mas o que eu acho mais incrível são as ondas (isso não quer dizer que eu não sonhe em te visitar, mar do caribe), são elas que mais me chamam atenção! E quando vi essas fotos, fiquei mais surpresa, elas são muito mais lindas de baixo d'água! Deixo com você alguns dos trabalhos da fotógrafa subaquática Sarah Lee:
Gostaram? Ficaram com vontade de largar tudo e partir pra praia? É, eu também!